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MERCEARIA MAGINA

MERCEARIA MAGINA

01
Jun17

Razões para ver o Masterchef

Sou fã do Masterchef Espanha! Já é a terceira temporada que acompanho e sou completamente viciada naquilo. É giro ver a evolução dos concorrentes, ver como se desenrascam nas provas de exteriores, ver como trabalham em equipa, ver os comentários do júri, enfim, gosto e pronto. No entanto meus amigos - ou melhor dito, minhas amigas - esta edição do Masterchef é digna de ser divulgada. Porquê? Atentem:

 

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Já deixaram de olhar para a foto? Concentremo-nos. Pois consta que o rapaz é ex-futebolista, o que soa esquisito para quem tem 28 anos mas também, quem é que está preocupado com isso? Para mim, o mais desconcertante no Jorge (ler o nome dele em espanhol para dar mais "salero" à coisa) é a atitude. Desengane-se quem pensa que é apenas uma carinha laroca, na na ni na na não. Aparentemente, este menino (alto, moreno, de olhos azuis e sorriso maroto) é mais do que um gatinho à solta (sim, diz que é solteiro). Ele não só tem jeito para a cozinha, como também demonstra ser educado, correcto, bom colega, engraçado...tipo...bom demais para ser verdade, até porque já lá vão os anos em que eu acreditava no Pai Natal. Este rapaz é daquela espécie rara do género masculino, que agrada a gregas e troianas. Tanto é que já na altura dos castings havia um zum-zum à sua volta, e a verdade é que foi rapidamente catrapiscado pela guapita do programa. Quer dizer, eles dizem que são só amigos mas também não desmentem rumores. Malandros...

 

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Ela diz que não quer nada com ele e que sabe perfeitamente, que rapazes como ele gostam de andar por aí a espalhar magia. Isto dura dois segundos. Depois ri-se e corrige: "não quero ter nada sério com ele". Não te preocupes Miri, nós percebemos-te. Não tenhas nada - ou nada sério - com ele. Este tipo de rapazes são um género de património da humanidade: são de todas e não são de nenhuma. 

 

E pronto, era só isto. Gosto muito de ver o Masterchef Espanha. Meninas solteiras que me lêem: se ainda não têm destino de férias para este verão, ouvi dizer que Granada é uma cidade muito gira e interessante. Fica a dica.

 

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26
Mai17

In Lisbon, like a virgin

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Há mais de uma semana que quase todos os dias leio uma notícia sobre a Madonna em Lisboa. Ou é porque a Madonna esteve no Liceu Charles Lepierre a pedir informações (fica sempre bem saber falar francês), ou porque a Madonna foi vista a passear nas Amoreiras (está ao lado do liceu, deve ter ido despachar o almoço na Go Natural), ou porque o filho da Madonna foi visto a jogar na escola do Benfica (ela sabe o que é bom), ou porque as gémeas da Madonna foram vistas a passear com o equipamento do Benfica (e há lá roupa mais bonita para as piquenas usarem?), ou porque a Madonna esteve a jantar com o Nuno Gomes (eu cá não deixava o meu homem jantar com a Madonna, é assim que elas acontecem), ou por alguma outra notícia que me está a escapar.

 

Eu acho pouco provável que a Madonna vá viver para Lisboa ainda que, se há pessoa que pode fazer o que lhe dá na telha, essa pessoa deve ser a Madonna. E depois vamos lá ver, se a Madonna não quer viver em Lisboa é ela que perde! Dada a aproximação da abertura da época balnear, das festas populares e dos festivais de verão, eu digo que se a Madonna é realmente uma miúda espevitada, ela não arranca pé de Lisboa tão cedo. Talvez ela fique mesmo e neste verão possamo-la ver na praia da Fonte da Telha com os putos. Ou a comer caracóis numa marisqueira em Alcântara. Talvez a apanhar sol num qualquer Outjazz. Quem sabe na fila para os Toi Toi no Nos Alive. Ou ainda a desfilar nas marchas populares, de sardinha na cabeça, como madrinha de Marvila. E se decide aventurar-se por esse Portugal fora, ainda somos capazes de vê-la a partilhar palco com a Ana Malhoa nas festas de verão de Monto Gordo. 

 

Eu não sei se a Madonna está a pensar mudar-se para Lisboa mas sei que razões não lhe faltam. Madonna, se me estás a ler: não sejas totó rapariga, tu fica em Lisboa. Aproveita e vai por mim comer um preguinho à cervejaria Boa Esperança em Benfica. Acredita que não te vais arrepender.

18
Mai17

A malfadada celulite

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Basta o verão dar o ar da sua graça e eis que uma pessoa é bombardeada por todo um leque de campanhas contra a malfadada celulite. Meus amigos, não é preciso. Nós mulheres, somos conscientes da celulite que transportamos no nosso corpinho e agradecemos que não nos lembrem de tal coisa, a cada virar de esquina. A celulite faz parte de nós, é um investimento pessoal e não merece ser tratada com leviandade. São dezenas de pizzas, dezenas de hambúrgueres, dezenas de tostas, centenas de cervejas, centenas de chocolates, centenas de gelados...é uma vida alojada em nós.

 

Todas sabemos o que devemos fazer para combater esta catástrofe que se dá pelo nome de celulite. No entanto só algumas o fazem. Eu, sem qualquer pingo de orgulho, assumo que pertenço ao núcleo "vou fingir que não é nada comigo". Vou fingindo, fingindo, fingindo até que o calor aperta e não posso fingir mais. É verdade sim senhora, em Madrid não há praia e assim de repente, uma pessoa até sente que se escapou à tropa. Mas as coisas não são bem assim. Em Madrid costuma estar um calor do caneco e, felizmente, há piscinas.

 

Talvez por isto, há uns dias tenha cedido ao impulso de - uma vez mais - comprar um creme anticelulítico. Sim pessoal, "I believe in miracles". Todos os anos compro um creme destes e claro, nunca levo a sério a aplicação aconselhada. O que é que acontece portanto? Nada. Absolutamente nada. Tenho cá para mim que, por este mundo fora, há mais alminhas como eu. Vítimas do marketing e do photoshop. Este ano estou decidida a levar a coisa mais a sério. Ou mesmo a sério. Voltei a inscrever-me no ginásio (mais uma moedinha, mais uma voltinha), vou obrigar-me a beber água nem que tenha que fazer xixi pelas pernas abaixo e, vou aplicar religiosamente a porcaria do creme todos os dias. Não se riam nem revirem os olhos, estou mesmo decidida. No entanto também vos digo, se dentro de um mês não notar diferenças (entenda-se dois buraquinhos menos) rendo-me ao sofá enquanto ligo para a Telepizza. Eu cá não nasci para sofrer.

 

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