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MERCEARIA MAGINA

MERCEARIA MAGINA

26
Mai17

In Lisbon, like a virgin

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Há mais de uma semana que quase todos os dias leio uma notícia sobre a Madonna em Lisboa. Ou é porque a Madonna esteve no Liceu Charles Lepierre a pedir informações (fica sempre bem saber falar francês), ou porque a Madonna foi vista a passear nas Amoreiras (está ao lado do liceu, deve ter ido despachar o almoço na Go Natural), ou porque o filho da Madonna foi visto a jogar na escola do Benfica (ela sabe o que é bom), ou porque as gémeas da Madonna foram vistas a passear com o equipamento do Benfica (e há lá roupa mais bonita para as piquenas usarem?), ou porque a Madonna esteve a jantar com o Nuno Gomes (eu cá não deixava o meu homem jantar com a Madonna, é assim que elas acontecem), ou por alguma outra notícia que me está a escapar.

 

Eu acho pouco provável que a Madonna vá viver para Lisboa ainda que, se há pessoa que pode fazer o que lhe dá na telha, essa pessoa deve ser a Madonna. E depois vamos lá ver, se a Madonna não quer viver em Lisboa é ela que perde! Dada a aproximação da abertura da época balnear, das festas populares e dos festivais de verão, eu digo que se a Madonna é realmente uma miúda espevitada, ela não arranca pé de Lisboa tão cedo. Talvez ela fique mesmo e neste verão possamo-la ver na praia da Fonte da Telha com os putos. Ou a comer caracóis numa marisqueira em Alcântara. Talvez a apanhar sol num qualquer Outjazz. Quem sabe na fila para os Toi Toi no Nos Alive. Ou ainda a desfilar nas marchas populares, de sardinha na cabeça, como madrinha de Marvila. E se decide aventurar-se por esse Portugal fora, ainda somos capazes de vê-la a partilhar palco com a Ana Malhoa nas festas de verão de Monto Gordo. 

 

Eu não sei se a Madonna está a pensar mudar-se para Lisboa mas sei que razões não lhe faltam. Madonna, se me estás a ler: não sejas totó rapariga, tu fica em Lisboa. Aproveita e vai por mim comer um preguinho à cervejaria Boa Esperança em Benfica. Acredita que não te vais arrepender.

25
Mai17

"Não gosto de trabalhar com portugueses", disse ela

Na semana passada fui a um jantar onde conheci uma rapariga (espanhola) que, de repente e em modo de desabafo, disse que não gostava de trabalhar com portugueses. Eu que estava indecisa entre sépia e huevos rotos, ouvi aquilo e quase como se de um espasmo se tratasse, reagi! Não sou mãe mas imagino que isto é mais ou menos como com os filhos, ou seja, uma mãe pode falar mal do seu filho mas ai de quem se atreva a fazer o mesmo. "Porquê que não gostas de trabalhar com portugueses?", perguntei-lhe o mais delicadamente possível. A rapariga que não era parva, apercebeu-se que talvez tivesse entrado a pés juntos, então começou por dizer que Portugal era um país incrível, que ela é galega, que somos primos hermanos, enfim, esteve ali a acariciar-me o coração até que me contou as suas razões.

 

Pela experiência dela, os portugueses "chutam para canto" sempre que podem, são preguiçosos, ligam demasiado a hierarquias e são algo arrogantes. Uma vez mais isto irritou-me mas segundo o que ela me contava (e conhecendo apenas a sua versão), ela tinha razão no que dizia e sinceramente, senti uma espécie de vergonha alheia. Claro que também podemos encontrar espanhóis (italianos, franceses, gregos, etc.) assim. Sou consciente que não devemos generalizar e, se não permito que falem mal do meu país "só porque sim", também tenho que ser humilde para reconhecer a veracidade de uma critica. E é aqui que eu me lixo. Durante os últimos quatro anos trabalhei sempre com dois mercados: Portugal e Espanha. Isto significa que por inúmeras vezes coordenei a mesma tarefa para ambos países e, infelizmente pela minha experiência, tenho que concordar com esta rapariga. Enquanto a equipa espanhola despachava o caso, a equipa portuguesa queixava-se, arranjava problemas (lá está, tentando chutar para canto), demorava eternidades. Resumindo, não era uma equipa tão eficiente como a equipa espanhola. Bolas e eu não gosto de assumir isto. Preferia poder dizer o contrário ou, melhor ainda, estar contente com o desempenho de ambas. 

 

Ainda assim, em termos de profissionalismo, eu recuso-me a catalogar os portugueses como arrogantes e preguiçosos. Eu sou portuguesa e não sou assim, tal como a maioria dos portugueses que conheço não o são. Mas é impossível negar que há muitos (mais do que desejável) portugueses que são péssimos profissionais, colegas, chefes. Digo-o por experiência própria e também com base em casos que conheço (onde a mesquinhez e a inveja são palavras de ordem). Tenho curiosidade em saber o que pensam sobre isto. Eu tenho a certeza que somos bons profissionais, somos empreendedores, somos eficazes. Há muito chico esperto por aí mas, mesmo assim, eu acredito que quantitativamente os bons ganham aos maus. E vocês?

 

31
Mar17

Voltei, voltei...

Não foi de França, como cantava o Dino Meira, mas foi de Portugal...e que bom que foi lá estar! São raras as vezes que vou a casa por mais de dois dias e, desta vez ao estar uma semana, consegui viver tudo com a calma de quem não está de fugida. Pude estar presente nos anos da minha irmã, passei tempo com os meus pais, vi amigos que não não via há um ano, amigos que tal como eu vivem fora do país, consegui acompanhar a minha prima numa ecografia e conhecer a minha afilhada (7 meses, está quase!), estive horas na palheta com as amigas de sempre, fui ao Guincho, comi como uma desalmada, dormi como uma desalmada e ri-me como uma desalmada, enfim, foi mesmo bom. Voltei com o coração cheio e acima de tudo, feliz por ter encontrado as pessoas que me são queridas com planos, com soluções para os seus problemas, esperançosas, positivas, motivadas e felizes. Energias carregadas, siga o baile!

 

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