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MERCEARIA MAGINA

MERCEARIA MAGINA

31
Mai17

Quer-me cá parecer que é desta

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São raras as vezes que tenho insónias mas ontem foi dia. Ou melhor, noite. Dormi umas miseráveis quatro horas e mal tirei o pé de casa, prometi a mim mesma que voltaria assim que pudesse. Passei o dia cheeeeeia de sono e quando finalmente cheguei a casa pensei "então e não vais ao ginásio?".

 

O que é isto? Vida dentro de mim? Nunca a minha cabeça me tinha atraiçoado desta maneira e, muito menos, o meu corpo tinha correspondido. Fui ao ginásio, confesso que orgulhosa do meu feito. Fiz tudo como deve de ser. Voltei para casa e uma vez mais, um reflexo inesperado. Peguei no telemóvel e perguntei à Nazi dos halteres que outro exercício podia incluir no treino, pois este já começo a dominar.

 

Isto é tudo muito estranho. Mesmo. Parece que estou empenhada e tudo. Next level goal: repetir a brilhante acção num dia de chuva.

24
Mai17

A Nazi dos halteres

Perdoem-me a insistência no assunto mas é que isto de ir ao ginásio tem muito que se lhe diga. Pelo menos para uma pessoa pouco ou nada dada à prática de exercício físico. Já aqui vos tinha contado que tenho uma amiga que é PT (personal trainer), lembram-se? Pois bem, esta rapariga é uma pequena nazi, sem sentimentos ou empatia pela dor alheia. Ela bem tenta disfarçar a coisa com sorrisos simpáticos e palmadinhas nas costas "vá valente!", mas vocês não se deixem enganar. Há uns anos fui aluna dela e sei bem do que falo. "Sobe step, desce step, salta, voltinha, agachamentos, aguenta, aguenta - costas direitas! - aguenta, aguenta, aguenta, sobe step, voltinha, salta, abdominais - atenção à lombar! - aguenta, aguenta, aguenta, aguenta, aguenta, mais agachamentos, volta a subir o step, a descer, a subir, a descer, a subir, a descer - mais rápido! - aguenta agachada, aguenta, aguenta, aguenta, não chora, aguenta." Numa versão bastante low profile, era mais ou menos este o ritmo e o nível de sofrimento. Até hoje acredito que estas aulas foram umas das razões que me levaram a emigrar...mas nem assim me safei. Se não mexo o rabo é porque levo uma vida demasiado sedentária, que isso não me faz bem, que não descarrego o stress, que não faço cardio e ainda por cima fumo, blá blá blá. A rapariga não descansa enquanto não me ouve dizer um "ai". E quando o ouve, não satisfeita e conduzida pelo seu espírito demoníaco, insiste que eu tenho que fazer "mais repetições, mais máquinas, com maior intensidade, com maior frequência, com mais esforço, sofrer é para meninos" e sei lá mais o quê! Vamos lá ter calma, eu só quero sair deste modo gelatina e ficar mais rijinha. Não penso concorrer a nenhuma prova de fisiculturismo feminino! Para verem como não exagero, convidei a nossa outra amiga (fazia as mesmas aulas comigo) a deixar aqui o seu testemunho. Foram meses de sofrimento em conjunto, força aí miúda, desabafa, é o teu momento:

 

Houve um dia, numa dessas aulas que eu consegui afasta-la de mim. O momento mais feliz da minha vida... Estava eu em pleno sofrimento profundo, com uma bola de pilates entre os braços que tinha de passar pelas pernas abertas em V, apenas e só com a força desta parede abdominal única (#onepack). Já praí na 2381293 repetição, lá vem ela toda lampeira e sorridente a saltitar por entre nenúfar tal ninfa do Tejo (mas só mesmo para quem não vê bem de um olho, que é como quem diz, a passar por entre colchão impregnado de suor alheio de pobres sofredores que já nem a viam bem), com a mãozinha puxar-me a bola mais para cima de maneira a obrigar-me a levitar mais alto... Toda eu me transformei num pequeno demónio de mau feitio e ignorando a minha génese, lancei-lhe o olhar mais profundo e sincero do mundo. Estava capaz de enrolá-la num tapete de ginásio, atá-la com uma corda de saltar a um espaldar e jogar ao mata com uma bola medicinal da mais pesada que eu conseguisse erguer. Ela lá do alto a mirar-me com uma profunda satisfação, temeu pela sua vida e seguiu sem hesitar. #achievement #lifegoals #euassusteiafera

 

E é isto pessoal. A nossa amiga está disposta a pôr-nos duras como o aço e o mais incrível é que se nós deixamos, ela consegue...e isso meus amigos, isso é o que se quer. Nós (vá, ou eu) é que somos pouco dadas a este tipo de desportos radicais. Se vocês têm amigos assim - ou se casualmente sabem de quem estamos a falar - não se acanhem, mandem tudo cá para fora. Desde já aceitem a nossa mais sincera solidariedade. 

  

23
Mai17

És uma mulher ou um rato?

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Ele está no supermercado e liga-me a perguntar se falta alguma coisa em casa. Eu peço-lhe que compre duas coisas e ele pergunta-me "e doces, não queres nada doce?".Eu hesito, baralho-me com tantas coisas que me vêm à cabeça mas digo que não, "não tragas doces". Bolas, uma pessoa não anda em vão a penar no ginásio. Afinal de contas, sou uma mulher ou um rato? Ele chega a casa, olá tudo bem, beijinho. Começa a guardar as compras do supermercado e diz "olha, comprei isto". "Isto" é um Haagen Dazs Dulce de Leche. Eu sou um rato.

18
Mai17

A malfadada celulite

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Basta o verão dar o ar da sua graça e eis que uma pessoa é bombardeada por todo um leque de campanhas contra a malfadada celulite. Meus amigos, não é preciso. Nós mulheres, somos conscientes da celulite que transportamos no nosso corpinho e agradecemos que não nos lembrem de tal coisa, a cada virar de esquina. A celulite faz parte de nós, é um investimento pessoal e não merece ser tratada com leviandade. São dezenas de pizzas, dezenas de hambúrgueres, dezenas de tostas, centenas de cervejas, centenas de chocolates, centenas de gelados...é uma vida alojada em nós.

 

Todas sabemos o que devemos fazer para combater esta catástrofe que se dá pelo nome de celulite. No entanto só algumas o fazem. Eu, sem qualquer pingo de orgulho, assumo que pertenço ao núcleo "vou fingir que não é nada comigo". Vou fingindo, fingindo, fingindo até que o calor aperta e não posso fingir mais. É verdade sim senhora, em Madrid não há praia e assim de repente, uma pessoa até sente que se escapou à tropa. Mas as coisas não são bem assim. Em Madrid costuma estar um calor do caneco e, felizmente, há piscinas.

 

Talvez por isto, há uns dias tenha cedido ao impulso de - uma vez mais - comprar um creme anticelulítico. Sim pessoal, "I believe in miracles". Todos os anos compro um creme destes e claro, nunca levo a sério a aplicação aconselhada. O que é que acontece portanto? Nada. Absolutamente nada. Tenho cá para mim que, por este mundo fora, há mais alminhas como eu. Vítimas do marketing e do photoshop. Este ano estou decidida a levar a coisa mais a sério. Ou mesmo a sério. Voltei a inscrever-me no ginásio (mais uma moedinha, mais uma voltinha), vou obrigar-me a beber água nem que tenha que fazer xixi pelas pernas abaixo e, vou aplicar religiosamente a porcaria do creme todos os dias. Não se riam nem revirem os olhos, estou mesmo decidida. No entanto também vos digo, se dentro de um mês não notar diferenças (entenda-se dois buraquinhos menos) rendo-me ao sofá enquanto ligo para a Telepizza. Eu cá não nasci para sofrer.

 

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