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MERCEARIA MAGINA

MERCEARIA MAGINA

19
Mai17

Tempo de antena #2

Mário, 38 anos, natural de Peniche.

A paixão por pescar vem de miúdo e não há peixe que ele não conheça.
Bem disposto, prestável e com péssimo despertar, Mário trocou o mar por Lisboa. Sem perder nenhum avião de vista, aceitou ser o nosso primeiro entrevistado do género masculino. Palmas para ele!

Bem-vindo Mário!

 

Obrigada por teres alinhado e aceite o convite. Para começar, queres acrescentar algo à tua apresentação?

Acrescentar não, só um reparo...não sei onde foste buscar essa do "péssimo despertar".

 

...Consta por aí! És de Peniche. Para muitos é onde há bom peixe e boas ondas. Como é Peniche para ti?

São as minhas raízes, é onde está quase toda a minha família assim como alguns amigos de infância que foram ficando. Hoje em dia vou a Peniche para visitar a família e no verão, costumo ir lá passar uns dias e beber uns copos com o pessoal.

 

Um dos teus hobbies é a pesca. És uma pessoa paciente?

Tem dias...há dias que nem sequer tenho paciência para pensar e que tenho de ser paciente. Depois há outros dias que sou o mais calmo e paciente do mundo, mas regra geral sim, sei esperar pela altura e oportunidade certa.

 

Há uns aninhos, de mochila e jornal na mão, entraste num autocarro e foste para Lisboa à procura da tua sorte. O que te levou a essa decisão?

Vários factores. Numa cidade pequena não há muitas oportunidades. Ou tens a sorte de encontrar algo que te proporcione qualidade de vida ou tens de ir à procura noutro local. Eu tive de ir à procura até porque também tinha uma enorme vontade de conhecer pessoas novas e viver coisas diferentes das que tinha vivido até então.

 

E o que é que mais te custou na adaptação a Lisboa?

Sem dúvida foi estar longe da minha família. No início ia todos os fins-de-semana mas depois à medida que fui assentando, passei a ir mais esporadicamente. Apesar de ter sentido que aqui o ritmo de vida era mais exigente e mais acelerado, em termos gerais a adaptação não foi muito difícil. Afinal de contas continuava a estar no meu país.

 

Durante alguns anos viveste num quarto partilhado e trabalhavas à noite para poderes estudar de dia. És um lutador!

Não...tenho é uma enorme força de vontade! Houve alturas em que não foi fácil. Quase não via o sol, entrava nas aulas às 18h30 e saía de lá directo para fazer o turno da noite. Dormia de dia, vivia ao contrário do pessoal e do ciclo natural.

 

Mas valeu a pena! Licenciaste-te em Gestão de Operações de Voo e as coisas têm-te corrido bem. Explica-nos um bocadinho o que é isso de criar rotas para aviões?

Isso é apenas uma parte do nosso trabalho e das menos complicadas. A nível de rotas já temos sistemas informáticos que praticamente fazem-nas por nós. Só temos de ter atenção se realmente é a rota mais curta, caso contrário temos de trabalha-las manualmente. Mais desafiante é quando temos de planear voos para aeroportos restritos, por exemplo no meio dos Alpes, com uma pista curta e coberta de neve. Aí o planeamento tem de ser calculado ao quilo. |risos|

 

Pareces gostar daquilo que fazes. Sentes-te realizado ou tens outros planos para o futuro?

Sim, sinto-me realizado mas não deixo de ter outros planos... Quero trabalhar em algo mais abrangente. Mais em modo operações nos quais sou eu que trato de tudo em relação ao voo, handling, catering, autorizações de voo etc.

 

Um objectivo para 2017?

Mudar de emprego! |risos|

 

Envias-me uma foto de algo que faça parte do teu dia-a-dia?

 

WhatsApp Image 2017-05-18 at 21.15.46.jpeg

 Legenda: Objecto de ajuda ao levantamento matinal

 

 

Deixemo-nos de teorias e passemos ao mais importante. Em 3, 2, 1, go!

 

1- Clube de futebol: Que pergunta...Benficaaaaaaaa!!!

2- Costumas levar os champôs de hotéis para casa? Eu não! Eles é que às vezes se agarram às mãos...malandros!

3- Uma certeza: Prefiro cerveja a vinho.

4- Doces ou salgados? Doces.

5- Se neste momento eu fosse à tua casa, ela estaria arrumada? Humm mais ou menos!

6- Já ficaste sem combustível no carro? Duas vezes.

7- Diz a verdade, quantos litros de água bebes ao dia? Digamos que o médico do trabalho diz que eu tenho de beber muito mais.

8- Muito frio ou muito calor? Muito calor.

9- Um medo: Aranhas...

10- Se pudesses saber algo sobre o futuro, qual seria a tua pergunta? Benfica Pentacampeão...?

 

Obrigada MárioO lado prático do género masculino fica sempre bem num blog que é lido maioritariamente por mulheres! Já agora, se puderes dar um jeitinho no catering da aviação, tens-nos a todos eternamente agradecidos.

 

 

18
Mai17

A malfadada celulite

Capturar.PNG

 

Basta o verão dar o ar da sua graça e eis que uma pessoa é bombardeada por todo um leque de campanhas contra a malfadada celulite. Meus amigos, não é preciso. Nós mulheres, somos conscientes da celulite que transportamos no nosso corpinho e agradecemos que não nos lembrem de tal coisa, a cada virar de esquina. A celulite faz parte de nós, é um investimento pessoal e não merece ser tratada com leviandade. São dezenas de pizzas, dezenas de hambúrgueres, dezenas de tostas, centenas de cervejas, centenas de chocolates, centenas de gelados...é uma vida alojada em nós.

 

Todas sabemos o que devemos fazer para combater esta catástrofe que se dá pelo nome de celulite. No entanto só algumas o fazem. Eu, sem qualquer pingo de orgulho, assumo que pertenço ao núcleo "vou fingir que não é nada comigo". Vou fingindo, fingindo, fingindo até que o calor aperta e não posso fingir mais. É verdade sim senhora, em Madrid não há praia e assim de repente, uma pessoa até sente que se escapou à tropa. Mas as coisas não são bem assim. Em Madrid costuma estar um calor do caneco e, felizmente, há piscinas.

 

Talvez por isto, há uns dias tenha cedido ao impulso de - uma vez mais - comprar um creme anticelulítico. Sim pessoal, "I believe in miracles". Todos os anos compro um creme destes e claro, nunca levo a sério a aplicação aconselhada. O que é que acontece portanto? Nada. Absolutamente nada. Tenho cá para mim que, por este mundo fora, há mais alminhas como eu. Vítimas do marketing e do photoshop. Este ano estou decidida a levar a coisa mais a sério. Ou mesmo a sério. Voltei a inscrever-me no ginásio (mais uma moedinha, mais uma voltinha), vou obrigar-me a beber água nem que tenha que fazer xixi pelas pernas abaixo e, vou aplicar religiosamente a porcaria do creme todos os dias. Não se riam nem revirem os olhos, estou mesmo decidida. No entanto também vos digo, se dentro de um mês não notar diferenças (entenda-se dois buraquinhos menos) rendo-me ao sofá enquanto ligo para a Telepizza. Eu cá não nasci para sofrer.

 

11
Abr17

Qué tal el Rayo?

Capturar.PNG

Pois é, no sábado lá fomos a Vallercas e tenho duas coisas a dizer sobre o assunto. A primeira é que foi em Vallercas onde vi pela primeira vez, alguém a apitar porque tinha o seu carro trancado por um carro da polícia. Impagável ver a cara do polícia (que estava num bar a beber uma jola) a pedir desculpas à rapariga do carro bloqueado. Eu queria filmar mas o Catalão inibiu-me de tal. A segunda coisa é que em Vallercas o pessoal é todo simpático. Desde o rapaz do bar, ao que nos vendeu as entradas, ao que nos vendeu os cachecóis, ao da claque que veio - muito educadamente - pedir que não os filmássemos fora do campo, ao polícia (outro, eles eram mais que as mães) que me deixou fazer festinhas ao cavalo que por ali estava. Bom ambiente, sim senhora. Então e o Rayo? O Rayo empatou. Mas foi roubado, sou testemunha! E este rapaz não me enganou, o estádio é mesmo uma festarola do caraças.

08
Abr17

El Rayo

Ontem o meu catalão entrou em casa cheio de energia. Esbracejava e falava efusivamente que tinha um plano bueda fixe para o dia seguinte: irmos a Vallercas. "E o que há em Vallercas?", estarão vocês a pensar. Nada pessoal. Há o campo do Rayo, um clube de futebol da segunda divisão. O que se passa é que este rapaz acha que "isto assim não pode ser". Acha que devemos arranjar um clube pequenino aqui da zona, por quem torcer. "Assim podemos ir ao campo! E costuma ser uma festa. Bandeiras, todos a cantar...tipo Benfica estás a ver?". Sabe muito. 

 

Posto isto, hoje vamos a Vallercas ver o Rayo x Tenerife. Mas desenganem-se se pensam que vamos por volta da hora do jogo. Não. Nós vamos umas horas antes porque assim "aun podemos ver el Real x Atlético en un bar, mientras tomamos unas cañitas y unas tapitas...Venga va que en Vallercas a nadie le gusta el Real". Impossível resistir a um culé nostálgico. Siga para Vallercas.  

 

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