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MERCEARIA MAGINA

MERCEARIA MAGINA

23
Fev17

All you need is PACIÊNCIA

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Eu não sei quanto a vocês mas eu sou uma pessoa que tem dificuldade em viver sem internet ou com problemas de conexão. É muito giro e fica bem dizer que vamos fazer um detox cibernaútico, bla bla bla pardais ao ninho mas, a verdade, é que isso é uma coisa que não me assiste. Bastam-me dois dias sem internet para começar a virar bicho. Não sei o que me põe mais nervosa, se é estar sem dados móveis ou se é estar sem internet em casa...ambas as situações são de se evitar.

 

Pois bem, consultei a minha actual operadora tendo em vista uma revisão do meu actual contrato, se podíamos aplicar algum desconto, aumentar gigas, enfim, queria saber se podíamos melhorar as minhas condições. Ao não ser bem sucedida, o que decidi fazer? Consultar outra operadora com o intuito de mudar. Assim o fiz e sabem o que aconteceu? Passei as seguintes três horas ao telemóvel a ouvir ofertas e contra ofertas. Tudo muito bem, uma pessoa pode entender até um certo ponto, o mercado assim o manda MAS há limites! Se me tivessem dado ouvidos à primeira, todos teríamos evitado horas (sim, no plural) ao telefone, cancelamentos, cancelamento dos cancelamentos, justificações e palavras tão variadas como "megas", "fibra", "adsl" e "gigas" quando, entretanto e de fininho, tentam que lhes compres um Iphone7, uma Smart TV ou dados movéis sem permanência para um tablet. Normalmente quando chego a este ponto, estou a um passinho de atirar-me para o chão a chorar, pedindo perdão e suplicando que tudo volte ao normal. 

 

Conclusão curta e grossa: deixem lá de se armarem em espertos porque afinal, com mais ou menos cabelos brancos, eu consegui o que queria. Ouçam os clientes. Obrigada.

 

21
Fev17

Nós, os Emigrantes

Actualmente trabalho numa multinacional que conta aproximadamente com duas mil pessoas compreendidas entre vinte e sete nacionalidades, isto só no meu edifício. Vinte e sete nacionalidades é muita fruta. Esta foi uma das primeiras coisas que ouvi numa formação e fiquei tão surpreendida que nunca mais me esqueci desta estatística. O meu projecto tem quatro equipas: a Ibéria (onde estou), a Alemã, a Francesa e a Benelux. No elevador, nos corredores, no bar, etc. é comum ouvir línguas tão diferentes como russo ou árabe, sendo o espanhol, provavelmente o idioma menos escutado. Pelo menos enquanto falado entre nativos.

 

Em suma, neste emprego tenho conhecido muitas pessoas e maioritariamente estrangeiros que, tal como eu, são emigrantes. Penso que por diversos motivos é positivo conhecer pessoas de outros países, com outros hábitos e outras culturas mas além de ser bom, é divertido ver e comparar como é que elas se adaptam ao mesmo sítio que tu. Penso que existe uma certa coerência entre a grande maioria mas, como em tudo na vida, há excepções. Ora então, fruto de um longo convívio com Emigrantes, eu no papel de Emigrante, atrevo-me a diferenciar 7 tipos de Emigrantes:

 

  1. O Inadaptado. É aquele que refila com tudo e com nada, por tudo e por nada. É aquele que não se esforça por aprender a língua do país onde vive mas queixa-se porque no supermercado não há quem fale inglês. É aquele que não está feliz onde está mas também não quer regressar ao seu país nem sabe para onde ir. Desculpem, mas não há quem ature um Inadaptado.
  2. O Viajante. Geralmente já viveu em mais de 7 ou 8 países, fala 5 línguas fluentemente, já trabalhou tanto num gabinete de contabilidade como de nadador salvador numa praia qualquer. O Viajante tende a ser sociável, divertido, prestável e flexível mas não cria laços fortes pois, tal como hoje está aqui, amanhã pode já não estar.
  3. O Saudoso. Não é que esteja mal mas não há dia em que não se lembre do seu país e que não fique nostálgico. É bonito sim senhor mas atenção, o Saudoso aprecia estar triste, negativo e deprimido. Mesmo que lhe tentem dar um "up", não vale a pena, ele gosta de viver na nostalgia constante.
  4. O Forever in Erasmus. Já acabou o curso vai para 12 anos mas e então? Costuma estar de ressaca de quinta a segunda mas isso não o impede de às terças e quartas ir tomar uma cerveja depois do trabalho. O Forever in Erasmus tende a ser algo irresponsável quanto a horários e prazos de pagamento mas até boa pessoa. No entanto cuidado, é um bocadinho chato.
  5. O Patriota. Não interessa onde é que o Patriota vive. Pode ser num país em crise ou numa potência mundial, o Patriota faz sempre questão de comparar tudo com o seu país. Quando eu digo tudo, é tudo mesmo: o futebol, a gastronomia, o clima, a suavidade do papel higiénico, a espuma da cerveja, a qualidade das estradas, o ruído da cidade, o bilhete de metro e por aí fora. Ninguém trava um Patriota. Nem é preciso, ele não está mal nem se está a queixar, ele é mesmo assim. Quem não gosta não olha.
  6. O Curioso. Tem a energia como característica principal. O Curioso quer fazer, conhecer e experimentar tudo. Na sua agenda podemos encontrar anotações tão diversificados como: aulas de padel, escalada, brunch, parque de diversões, jogo de basquetebol, cinema, feira ao domingo, spa, prova de vinhos, aulas de mergulho, preços de botas para a neve, dia do museu, inauguração de um novo bar, etc. Haja dinheiro para acompanhar um Curioso é só o que vos digo.
  7. O Trabalhador. É-lhe indiferente alugar uma casa sem janelas e mobilada com móveis, cortinas, almofadas e napperons "da avó" desde que viva perto do trabalho. Costuma ir almoçar sozinho porque assim não perde tempo e nunca está disponível para ir beber uma cerveja depois do trabalho, pois ainda tem que ir para casa "acabar umas coisas". O Trabalhador não é muito comunicativo mas está sempre pronto para te explicar uma fórmula de excel. É portanto, um gajo porreiro.

 

Da parte que me toca, segundo o humor e a ocasião, acho que posso ser uma - chamemos-lhe - mistura emigratória. E vocês, que género de emigrante são ou pensam que seriam? Não se acanhem, ponham já a playlist do Tony Carreira a bombar, dêem asas à imaginação e acrescentemos mais exemplares à lista!

 

 

20
Fev17

El Portuñol

 

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Lembram-se de vos ter dito que os meus pais vinham visitar-me? Pois bem, apesar de já cá terem estado algumas vezes, nunca tinha surgido uma boa oportunidade de apresentarmos pais portugueses a pais espanhóis. Foi há uns dias e foi muito giro! O jantar foi cá em casa e não faltaram iguarias portuguesas como o chouriço assado (continuo a dizer que dá bailinho ao jamón), o queijo, as azeitonas e o pão. Estava tudo muy rico mas sem sombra de dúvidas que o melhor do jantar não foi o menu.

O melhor do jantar foi a harmonia criada por quem quer entender e ser entendido. Ficou provado que quem quer, fala, ouve, partilha, é espontâneo e encontra maneira de superar a barreira linguística. Mi chico e eu, estávamos prontos para qualquer tradução pero que va! As frases podiam começar em espanhol, passar a português e terminar em catalão, no pasa nada, todos se entendiam. Acredito que não pudesse dizer o mesmo caso fossemos alemães e vietnamitas mas ainda assim, acho que com a ajuda do google translate e com a dose certa de vinho, tudo é possível.

Posto isto e sem mais demoras, serve o presente para propor, a quem de direito, o Portuñol como Língua Oficial da Península Ibérica! Venga va, não sabem o jeitão que isto me tinha dado há uns anos atrás.

 

20
Fev17

Quick chat

Contexto: pais em Barcelona, irmã em Lisboa com o Scot a seu cargo.

Meio de comunicação: whatsapp, grupo da família.

 

Irmã: Olá família! Então, como é que estão? 

Mãe: Olá filhota! Está tudo bem...então o Scot?

Irmã: Está bom, esteve a brincar com a bolinha e agora está a dormir.

Pai: E tem comido?

Irmã: Sim...

Mãe: Oh...que saudades do meu cão, manda lá uma foto dele.

- Foto -

Mãe: Não está tapado, deve estar com frio!

Eu: Olá mana, como é que estás?

 

Scot 1 - 0 Filhas 

 

 

 

 

18
Fev17

Alma Lusitana #2

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 Praia do Guincho, 24 de Dezembro de 2016

 

 

Para mim o Guincho é amor. É-me difícil explicar porque gosto tanto do Guincho e contrapor argumentos como "está sempre vento" embora isso não seja de todo verdade. O Guincho é um dos sítios que mais saudade me provoca, são raras as vezes que vou a Lisboa e não dou um saltinho ao Guincho. Adoro tudo. A estrada ao lado do mar, as dunas, a areia que tantas vezes provoca o caos, a brisa fria no inverno e fresca no verão, os surfistas, as pessoas a passearem os cães, o mar, as ondas, a serra lá ao fundo, os pescadores nas rochas, repito, adoro tudo. 

 

Quando vivia em Lisboa costumava tentar convencer os meus amigos a irmos ao Guincho mas ouvia sempre respostas como "está longe", "de certeza que vamos comer areia", "porque que não vamos antes à Costa?". E era para a Costa da Caparica que eu acabava por ir...nada contra, eu gosto bastante da Costa mas lá está, não é o mesmo. É verdade que costuma estar vento no Guincho e que já por várias vezes tive que desistir de lutar contra esse teimoso e ir recambiada para casa mas, também é verdade que já tive dias de praia espetaculares no Guincho. Quem costuma ir sabe do que estou a falar. Já flutuei no Guincho com o mar tão calminho como o Mediterrâneo, já tive dias inteiros em recantos desertos onde só via o mar e a serra, já dormi belas sestas e já vivi dezenas de histórias no Guincho. O Guincho é também ver o pôr-do-sol no forte da praia do Abano, é ir passear o meu cão à Cresmina, é conduzir pela estrada de vidros abertos em noites de verão, é ficar com o carro atascado na areia ou passar com ele por poças de lama, é estar com o telemóvel sem rede.

 

Desde o tempo da faculdade até aos dias de hoje, no inverno ou no verão, sozinha ou acompanhada, o Guincho é amor. 

17
Fev17

Sinto-me perseguida

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Não é que eu goste de pagar alguma conta mas desde sempre, a que eu menos gosto de pagar, é a conta da luz. Sinto-me roubada sempre que me dá para analisar a factura, ora vejamos, temos a potência contratada, temos a energia consumida, temos o consumo estimado, temos o consumo medido, umas taxas aqui, o IVA acolá, a contribuição áudio-visual (wtf?), mais umas regularizações, acertos e por aí fora! Cada factura é uma nova história que nos querem contar e nós, que só queremos poder carregar os telemóveis e manter os iogurtes frescos no frigorífico, baixamos as orelhas, olhamos de esgelha para a factura e pagamo-la. É assim a vida, sempre ouvi dizer.

 

Em Lisboa, um dia depois de perceber que me andavam a cobrar um consumo superior ao real (mesmo quando mandava a leitura), chateei-me com a EDP. Estava disposta a declarar guerra, bati o pé, fiz reclamações e até à DECO escrevi. Fui uma chatinha do pior mas a verdade é que a coisa acabou por encarrilar. Entretanto vim para Barcelona e libertei-me da EDP para começar uma nova relação com a Endesa. Tal como em qualquer início de relação, tinha as minhas expectativas mas rapidamente acabei por concluir o mesmo: sinto-me roubada. Neste caso e, pela minha experiência, posso dizer que a Endesa porta-se melhor comigo mas ainda que me venha com falinhas mansas, eu continuo com dificuldade em aceitar o preço exorbitante da factura da luz. 

 

Há uns dias atrás tocaram-me à campainha enquanto eu preparava o jantar. Automáticamente e ainda sem saber quem era, aquilo irritou-me ligeiramente, eu estava entretida entre tachos e não me apetecia estar à conversa. Vou - contrariada - à porta e deparo-me com um rapaz todo aprumadinho com uma pastinha na mão que dizia EDP. Antes que eu me relocalizasse geográficamente já o rapaz falava das vantagens que eu teria, caso quisesse mudar-me para a EDP. Como ele já ia lançado, deixei-o acabar e assim que tive oportunidade de falar, disse-lhe que já conhecia a EDP e que não estava interessada em contratar o seu serviço. Senti-lhe um pingo de esperança ao ouvir-me dizer que conhecia a empresa, insistiu um pouco mais fazendo bem o seu trabalho mas não me convenceu. Senhores da EDP ou da Endesa, a sério, quanto menos eu puder pensar em vocês, melhor. Deixem-me pagar a conta da luz em paz.

 

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